Huawei Watch Fit: academia no pulso

Huawei Watch Fit: academia no pulso

RESUMO

Huawei Watch Fit: design que lembra o Apple Watch, com personal trainer virtual no seu pulso.

Testar relógios e pulseiras inteligentes, invariavelmente, levam à repetição: os recursos são os mesmos, com pequenas atualizações no que é oferecido pelos fabricantes. O Huawei Watch Fit, lançado em dezembro no Brasil, não é diferente – é um smartwatch com duas coisas diferentes dos outros modelos da marca: o design retangular e a função de personal trainer digital.

De resto, não difere muito do Huawei Watch GT2, um velho conhecido da casa. Tem as mesmas funções de “quase smartwatch”: sincroniza com Android e iOS via app Huawei Health (é preciso criar uma conta no serviço para usar), mede batimentos cardíacos, mostra a previsão do tempo, controla músicas e apita/vibra quando chegam notificações de aplicativos selecionados no telefone.

Mas segue sem a capacidade de permitir instalar apps adicionais de terceiros, como Uber ou baixar músicas do Spotify (mas funciona como controle remoto do player). Mas tudo bem, o Apple Watch série 6, nosso benchmark atual para smartwatch, também não deixa baixar músicas do Spotify (só do Apple Music ou da sua coleção particular no computador). Mas tem Uber (e um monte de outros aplicativos de terceiros).

Falando em Apple Watch, o design do Huawei Watch Fit é muito inspirado no modelo projetado em Cupertino, com um formato retangular e um botão na lateral direita, sensores na parte traseira e uma pulseira de silicone que pode ser trocada (mas é meio chatinha de tirar).

A tela é sensível ao toque (é um display AMOLED de 1,64″ com 456 x 280) e os apps, com fundo escuro, disfarçam as bordas. Por dentro, o relógio tem 4 GB de armazenamento interno, sensores internos de 6 eixos (incluindo acelerômetro e giroscópio), medidor de batimentos cardíacos e sensor de luz ambiente para ajustar o brilho da tela. A conectividade é Wi-Fi (2,4 GHz) e Bluetooth 5.0 (BLE) e tem GPS. 

E a bateria segue a duração imensa dos relógios da Huawei, com uma média de 9 dias longe da tomada (ocasionalmente 10, dependendo do uso). Bate com o que a fabricante promete, mas sem o uso de GPS (veja as notas da fabricante abaixo).

Se você não usa o relógio por um tempo, ele entra em modo descanso e desliga sozinho. Se comparar com o Samsung Galaxy Watch 3 ou o Apple Watch série 6, ambos com duração de bateria de um dia e meio, dois no máximo, o modelo da Huawei é imortal em comparação.

A Huawei segue usando um carregador proprietário para o Watch Fit, que se encaixa na traseira do relógio com ímãs.

Huawei Watch Fit: o personal trainer

Ao entrar no modo Treino, o novo modo “cursos de atividade física” leva ao “personal trainer digital”. É uma ideia simples e que funciona direito: você escolhe a atividade e ele mostra um exemplo animado de como executar os movimentos, faz uma contagem regressiva e você começa a se mexer.

Mas vale notar que as repetições são controladas por tempo – e não é o relógio e seus sensores capturando seu movimento (o que seria pedir demais para um relógio baratinho). O controle (e a responsabilidade) de cumprir o exercício é todo seu. Se quiser só bater os braços, se mover para os lados ou simplesmente fingir que está fazendo exercício, tudo bem.

Segundo a Huawei, são “12 tipos de animações para atividades rápidas, com modos que variam entre Exercícios no Trabalho, Alongamento e Treinos Abdominais”. Tudo rápido, direto ao ponto, mas não é uma academia – ou literalmente um personal trainer. Mas é um incentivo a se mexer, o que é excelente.

Para completar, tem os demais 96 modos de monitoramento de treino (já existentes no Watch GT 2), incluindo corrida, natação e ciclismo. E lembrei que preciso voltar a correr nessa pandemia.

Outros dois itens importantes no Watch Fit: monitoramento de batimentos cardíacos (que é padrão até mesmo em pulseiras inteligentes) e também de oxigenação no sangue. Desde o Watch GT 2 (meses antes da pandemia, vale notar), a Huawei já tinha um oxímetro integrado ao seu modelo. O Watch Fit não é tão rápido em medir como o Apple Watch (15 segundos) ou mesmo o Watch GT 2, mas é uma mão na roda para ter uma ideia da oxigenação no sangue – sem precisar comprar um oxímetro separado.

O Watch Fit também tem monitoramento de sono – algo que eu não uso mais em smartwatches (por saber bem como é minha noite de sono e por sempre acordar assustado com a tela acesa sem querer). O ponto positivo do modelo novo da Huawei é que ele é muito leve, o que ajuda. Para mulheres, tem monitoramento do ciclo menstrual também.

Vale a compra?

Sim, pensando em fazer exercícios, como qualquer relógio esperto.

Os relógios inteligentes da Huawei, apesar de não terem interação com apps de terceiros além das notificações, costumam ser bons companheiros de caminhada/corrida/pedalada. E o preço sugerido de R$ 899 pela fabricante (já tem ofertas mais baratas no varejo) é um pouco maior que o de uma smartband (como a MiBand 5 ou a Galaxy Fit2), com resultados melhores.

[Huawei]

Bônus: o Huawei Watch GT 2e

A Huawei também me mandou o Watch GT 2e, a mais nova variante do seu relógio esperto principal (preço sugerido: R$ 1.099). É uma evolução natural no design do Watch GT 2, sem muita diferença por dentro. O modelo tem um design bem bonito, mas preferi deixar minha atenção para o Watch Fit mesmo.

Escrito por
Henrique Martin