HMD Global/Nokia: de olho no corporativo

HMD Global/Nokia: de olho no corporativo

RESUMO

HMD Global quer expandir sua participação no mercado corporativo de smartphones na América Latina, e vê o 5G como um caminho.

  • HMD Global vê o 5G como um dos caminhos para ampliar sua participação no mercado corporativo latino-americano com a marca Nokia. Em parceria com o IDC, a empresa cita pesquisa em que 75% das empresas brasileiras planejam adquirir dispositivos 5G em 2021 – mais que no México (66%), Chile (59%) e Colômbia (54%).
  • No Brasil, a Nokia tem a parceria com a Multilaser para fabricação e distribuição de aparelhos, e isso inclui também a venda para mercado corporativo, com uma equipe dedicada.
  • Segundo Junior Favaro, diretor de vendas e marketing da HMD Global no Brasil, ainda não é possível citar clientes, mas “já começamos a fazer negociações importantes”.
  • Juan Olano, diretor sênior de negócios da HMD Global para as Américas, cita que itens como “desempenho dos dispositivos, dificuldades de comunicação e colaboração, falta de ferramentas eficazes para acesso remoto e de suporte do departamento de TI” são os desafios para produtividade no trabalho remoto.
  • Para 2021, a HMD Global segue citando os dados de pesquisa do IDC sobre a tendência de alta de investimento em smartphones por parte das empresas – com 47% delas tendo planos para aumentar investimento ainda por conta da pandemia de coronavírus, 60% querem comprar mais smartphones e que 61% dos funcionários vão receber novos aparelhos das suas corporações (contra 50% em 2020).
  • O caminho para as empresas está no software: a Nokia faz parte do programa Android Enterprise Recommended, que permite gerenciar milhares de dispositivos pela equipe de TI (com instalação via portal Android Zero-Touch), com segurança aprimorada e separação entre celular pessoal e corporativo no mesmo dispositivo, entre outros.
  • E a HMD Global vende serviços de valor agregado – como seguro de telefones e garantia estendida – para proteger/maximizar o uso dos aparelhos. E tem também os serviços de roaming HMD Connect, com SIM Card para viagens (o que não faz muito sentido ainda em um mundo de Covid-19)

E o consumidor final?

  • Assim como seus clientes corporativos, a HMD Global não dá muitos números sobre a operação local, lançada no Brasil em maio do ano passado com o Nokia 2.3. “85% das vendas do Nokia 2.3 foram feitas online”, diz Favaro. “Conseguimos levar o produto rápido para o consumidor que não podia sair de casa, via meios digitais”, afirma.
  • Em outubro a HMD Global ampliou a operação com a fabricação local do superbásico Nokia C2 e do Nokia 5.3, além de anunciar entrada nas operadoras de telefonia em parceria com a Claro.
  • E os próximos produtos? “Temos o compromisso de trazer o portfólio mais completo. Brasil é um mercado prioritário para a HMD Global”, conclui o executivo, sem dar muitos detalhes.

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Escrito por
Henrique Martin